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SOCIALISMO 21
Por Plínio Zabeu
Se fosse “51”, alguma coisa poderia ser festejada, principalmente por aqueles que não dispensam uma dose da famosa caninha. Mas o assunto é mais perigoso que um porre.
Hugo Chavez, ditador venezuelano e guru de muita gente na América Latina, inclusive nosso presidente, se mostra decidido a impor uma ditadura sem precedentes, ou seja, pior que todas as conhecidas. Ele criou o lema: “Socialismo o muerte”. Esta morte se refere evidentemente a de qualquer um menos a sua.
Lula recentemente fez uma comparação apenas parcial sobre ditaduras de um modo geral. Com a morte do chileno Pinochet, vieram à mente os acontecimentos naquele país, com a derrubada de um governo legitimamente eleito e início de nova era. O ditador chileno foi o responsável por pelo menos 3 mil mortos além de desaparecidos e torturados. “Foi mais severa que a nossa”, disse o presidente a respeito.
Mas deveria continuar as comparações, citando o ditador Fidel Castro que subiu ao poder com muita luta e implantou uma das mais terríveis ditaduras de que se tem notícia. Lá foi responsável por 40 mil mortes e prisões sem fim. Com uma diferença a ser considerada: Enquanto no Chile ocorreu um progresso na economia e na qualidade de vida, em Cuba sabemos o que restou da aventura comunista. Um país pobre, onde a ilegalidade (drogas e prostituição entre outros males) vem assumindo papel importante e desastroso. O que havia de bom lá já acabou, no caso a medicina que dependia do dinheiro russo. Hoje até o ditador é vítima de erro médico.
Chavez já treina discursos de 7 horas como ele.
O pior de tudo serão as conseqüências para todos nós. Parece que de nada valeram outras experiências como a da China de Mao. Hoje são revelados os malefícios daquele período: 40 milhões de chineses assassinados e a economia totalmente destruída. O país renasce dos escombros do comunismo investindo – como outros vizinhos esclarecidos – no setor educação e vem crescendo quase 10% ao ano assombrando o mundo com sua capacidade de progresso.
No Brasil vamos em sentido oposto. Não se aplica quase nada nessa área, a não ser em projetos para um ensino superior sem nenhuma qualidade, mas com importantes retornos eleitorais.
Vamos esperar que no novo mandato Lula acorde para a realidade e deixe ao menos de tanto cortejar, inclinar-se, rastejar frente ao líder ditador a quem teve coragem de declarar ser um “super democrático”. Triste expressão de um chefe de governo que tem 71% de aprovação do povo brasileiro!
pzabeu@uol.com.br


Editado por Giulio Sanmartini   às   1/17/2007 10:49:00 AM      |